terça-feira, 18 de novembro de 2008

O que não pode ser



Não sei fazer resenha, não sou crítico literário. Nem mesmo "entendo de artes" como muitos. Das coisas que vejo, ouço ou sinto, gosto ou não. Se não gosto, tambem não cuspo em cima, já me serviu de alguma maneira; pra alguma coisa, tudo nos serve. Se gosto um pouco digo que é assim assim. Agora, quando gosto muito, faço um escarcéu! Foi o que aconteceu com o livro de Renata Belmonte, a Senhorita B. a que deixa vestígios em nossos blogs. Seu livro me deixou bem mais que isso, me deu alegria em saber que esta meninada está escrevendo melhor que gente grande. São contos muito bons. Um tem um suspense angustiante: Quando o circo se foi; outro me fez chorar pra valer: Das coisas e dois elefantes azuis virados de costas. Quando escreve Máquina de cantar, descreve sentimentos de homem como se homem fosse, como um Chico Buarque às avessas. Eu fiquei embasbacado e esta não é uma expressão de crítico literário; sou apenas um leitor que foi arrebatado. Como gostei muito, queria que todos vocês conhecessem Renata. A gente nunca se viu mas já se trata por primos; acompanho seu blog com atenção, e me foi recomendado por Pablo Sales, que a conheceu quando ela ganhou o prêmo Braskem Cultura e Arte em 2003 e me disse:

-"leia, meu tio, ela é muito boa, escreve bem pra carilho e ainda por cima é uma gata!"
.
foto do livro, no blog de renata: vestigios da senhorita b.

12 comentários:

Janaina Amado disse...

Renata, cê tá com tudo, ein, menina? Vou lá no seu blog te cumprimentar.

Renata Belmonte disse...

Primo,
Quer me matar do coração com um texto bonito desses? Sempre quando estou prestes a perder a fé nas coisas, vem alguém especial e faz isso comigo: me obriga a voltar a acreditar ainda mais na literatura como a minha forma única de resistência. Fico muito, muito feliz que você tenha gostado. E muito obrigada por me dizer isso.
Bjs,
Renata

Juan Trasmonte disse...

Pra não ser resenha, a resenha ficou muito boa. Deu vontade de ir no blog da Senhorita B. para conhecer a tal moça.
Eu vou lá.
Abraços

aeronauta disse...

Conheço Renata e conheço sua literatura. Posso garantir que é uma das melhores que se faz nessas plagas.

Viviane Costa disse...

Concordo plenamente. Ela sabe. Bjs. :)

Flamarion Silva disse...

"Das coisas e dois elefantes azuis virados de costas" foi a porta que eu quis abrir, somente para conhecer Renata Belmonte.Ainda me lembro, foi lá no site do Carlos Ribeiro. Que boa recepção nos dá este conto de Renata!
"Máquina de cantar", também aqui citado, é marcante, forte, ela soube usar bem essa mão de artista.
Enfim, eu adoro muitíssimo Renata.
(Nossa! Quase que choro.)
Eu gosto mesmo.

maria guimarães sampaio disse...

Cheguei, primo! preciso ler Renata. Quando voltar a ler livro.

aeronauta disse...

Morri de rir com o verbo "livinhar".

anjobaldio disse...

Eu li e recomendei no meu blog meses atrás.

Edu O. disse...

o livro vende em todas as livrarias? aqui em salvador quase não existem. parabéns pelo carro.

Palatus disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Palatus disse...

Ah, ah, ah...ainda bem que eu já a conhecia, senão diria que era mentira. Claro que é pura verdade! Tive a honra de primeira mente ganhar de minha orientadora o primeiro livro dela (Femininamente), cujo conto "Cartas pra niguém" me tira do sério, não sei o porquê, mas sinto algo estranho.Parece que eu sou o ninguém, a que se refere.
Depois disso, ganhei dela "O que não pode ser" - isso mesmo, da srta.B-escritora-advogada-loura-gata (perdão pela redundância).
Ambos estão autografados...indico, assim como o dr. Bernardo, para todos.
Abraço

xeudizer:

anotações livres, leves, soltas