quarta-feira, 7 de julho de 2010

Paca, tatu...



Menino ainda morando na fazenda, quilometro andado em qualquer direção, me batia com paca, tatu e cotia, sempre. Dos três citados, a cotia, além de mais frequente, tinha grande importancia econômica para nós, produtores de piaçava. Não se plantava pé de piaçava, ninguem nunca plantou. A cotia, sumítica ( ou previdente) como ela só, escondia enterrando todos cocos da piaçaveira que encontrava; quando tava de rango, desenterrava um mas esquecia onde estavam os outros; resultado: nascia mais um pé de piaçava. Hoje em dia, quem quer produzir, tem de plantar. Mataram ( quase ) todas pacas, tatus e cotias, mataram.
Semana passada, indo pra minha fazenda, cruzei com um vizinho carregando um filhote de tamanduá. Pelo balanço do bicho amarrado na capanga do infeliz, deu pra ver que estava morto. Tinha pouco mais de 20 cm do focinho ao rabo.
"- ô rapaz, porque matou? é um filhotinho, e nem é bicho de comer!"
"- ô doutor, passou na minha frente, passo fogo; comer não, vou levar pros meninos ver! inda perdi a mãe e mais dois filhos".
Passou na minha frente, passo fogo!...pensei rápido, mas desisti.
desenho em pacatatucotianao.blogspot.com

5 comentários:

Ricardo Dib disse...

A insustentável estupidez do ser!

- Luli Facciolla - disse...

E, da proxima vez, passe fogo! hehehehe...

E os pintos, ainda vivos? Nem Zulu, nem Buda e nem Iara deram conta?!

Tenho raiva disso num grau...

Beijo

Chorik disse...

Ainda agimos como animais selvagens. Lamentável.

Amigo, me emocionei ao ver a foto aí em cima.

Abraços

Gerana Damulakis disse...

Insensibilidade.

Nilson disse...

É isso: da próxima, não titubeie!

xeudizer:

anotações livres, leves, soltas