sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Eduardo, 2 anos.




Ainda choro como no dia de sua morte. Hoje acordei chorando, me lembrando de meu irmão. Chorei na viagem à Valença, onde o mataram. Choro agora, de quase não conseguir escrever. É um choro de tristeza. Eduardo hoje faria 58 anos e morreu com 56. Era mais velho e morreu mais moço do que eu. Estou mais velho do que ele e isso fere um principio natural, não deveria acontecer. Ninguem da familia se falou hoje. Nenhum telefonema, é um silêncio terrível. E não penso nele somente hoje; nas datas de nascimento e morte, apenas a dor se torna insuportável. Nos outros dias, ah... nos outros dias, sossego minha dor com as lembranças boas que carrego comigo.
eu e eduardo, com as mãos no bolso. foto de meu pai, carnaval de 1959?

5 comentários:

Gerana Damulakis disse...

É insuportável. Sinto o mesmo em relação a meu pai; é terrível, é monstruosa a dor da perda. E a gente sabe que não passará enquanto vivermos. Compreendi e senti cada palavra.

maria guimarães sampaio disse...

Meu primamigocompadre... eu também amanheci pensando em Eduardo. Desde a véspera vi o retratinho dele no dia 11 de minha agenda, de meus calendários. Hoje estamos entre o dele e o de vô Chimbo. Daqui a emendar minhas lágrimas com as suas. Como diz um fado, para aumentarmos o oceano. "Que mania" tem nossa família de nos deixar tão cedo. Lucia com 33, minha mãe com 47...

I.Moniz Pacheco disse...

Um beijão.

Nílson disse...

A verificação de palavras: andbons. Um abraço, meu velho!

Edu O. disse...

abraço!

xeudizer:

anotações livres, leves, soltas