quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Cacete Armado IV


De todos, até aqui, o mais original. O nome: Fique Lindo! Tá meio apagado, raspado, lascado, mas é este o nome. Os desenhos do pente e da tesoura não deixam dúvidas: uma barbearia. Este Cacete me foi entregue de bandeja por Robertinho, meu sobrinho; fica em Taperoá, numa rua da periferia. Periferia de Taperoá! Bob me parou na rua às gargalhadas e me entregou. Manobrei meu caminhão, dei uma volta, entrei em beco, saí em beco, me dei numa rua que mal cabia meu possante mas fui e fotografei, para o deleite dos meus oito leitores.

Esta foto poderia vir sem legenda ou comentário, ela fala por si.

Eu sou louco por Cacete Armado.

Até o próximo.



foto de bernardo em 24/09/09

domingo, 20 de setembro de 2009

Domingão


  • Me arranquei tarde da cama, arrastei até a sala achando que ia morrer de preguiça. Vera, que é mais animada do que coceira, me intimou a caminhar na praia. Eu fui. Pra que? Piatã, a ex-praia dos caminhoneiros, atual praia dos pagodeiros. O guardador de carro pede 5,0 adiantado. Nem com a porra! Dou um e quando voltar, só pra não ter o carro arranhado. Cada barraca tenta fazer seu "som" sobressair sobre os outros. Acho que a música é a mesma, só muda o "arranjo". Maré seca, campo de baba. Primeiro campo: Com camisa X Sem Camisa; placar de baba: 12 x 8. Salvavidas atentos, as bandeiras vermelhas e todos no mar, inclusive as crianças, algumas longe dos pais. Gente pra caralho, são 10:30 h. As areias marrons ( quem disse que são brancas?) encardidas, socadas. Frescobol. Um capoeirista se exibe. Um menino passa chupando um palito, o sorvete escorrendo até o cotovelo, um colar de umbu com areia até o umbigo; a mãe passa bronzeador num pitibói e se derrete toda. Muitos caminham, como nós. Ah! um som mais legal! vem da barraca dos jurados do campeonato de surfe. Taí uma meninada bonita! Dois km, as costas doem. Terceira Ponte, o esgoto corre, o bodum sobe. Dois km de volta. O sol está quente e eu não estou mais acostumado. A nada disso.

    Quem tem Morro de S. Paulo, que diabo vai fazer ali?

    Com a praia lotada, entendi que eu é que estou por fora. Pra quem gosta, é um prato cheio! Com dendê. E alguma frutarosca.


    foto:bahiatursa.gov.br

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Iara

...foi quando a Iara deixou as águas doces e se aventurou a mandar nos ventos de Iansã, a revirar as águas de Iemanjá.
Eu vi.
iara fotografada por bernardo em 07.09.09

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Elizabeth


Ando de saco cheio de uma tal Elizabeth. Feia e chata. Nada contra as feias, mas contra chatos, contra Elizabeth. Ultimamente tenho me encontrado bastante com a dita cuja, que mal me responde os cumprimentos que insisto em dar, claro, afinal sou uma pessoa fina.


Anteontem Elizabeth se bateu comigo e virou a cara. Foi a gota d'água. Aquele gesto deve ser interpretado como o rompimento definitivo. Adeus, Elizabeth. Horas depois soube que a Elizabeth ( ela pronuncia como em inglês de booth, bath, youth, a cretina )me deu uma esculhambada com pessoas do meu circulo de trabalho. Eu não disse nada porque sou finíssimo mas fiquei puto. Nem 10 minutos depois fui dar uma mijadinha e quando levantei a tampa da privada ( lembram que sou fino?) me deparei com a marca da latrina. Não resisti a uma foto. Agora é torcer para Elizabeth ler meu blogue, o que acho pouco provável, mas o importante é que emoções eu já vivi...
PS.: quem estiver mal das vistas, clique na foto para ampliar e ler a marca.

foto de elizabeth, de bernardo em 09.09.09

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Cacete Armado III


Quando botei os olhos, soube que tinha de procurar o proprietário. Bati e me atendeu um homem ainda jovem, que da porta não passou. Sandália japonesa, bermuda estampada com a barra branca. O cabelo tinha o corte Xitãozinho e meio cigarro apagado bem acomodado atrás da orelha. Ficou visivelmente feliz quando demonstrei gostar da pintura da fachada.
-"Eu mesmo pintei; a navalha, os pentes e a tesoura, pintei olhando. O arvoredo, tirei da memória, de meus cadernos de escola".
-" Fiquei pensando em como surgiu o nome..."
-" Filhinho do papai? tem nome mais bonito?"
-" E o movimento? beira de estrada..."
-"Melhorou muito depois que virou buteco".
E eu pensando que seria uma história fascinante...
foto de bernardo, em 09.09.09

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Sobre cada um




Um ano convivendo com uma sombra, com uma habitante das nuvens. Sem rosto, me permitiu imaginar vários. Engraçado que a depender do texto, via um rosto da Aeronauta. Sua irmã foi soltando dicas em doses homeopáticas. Ela própria, sem querer ( seria? ), foi se entregando aos pouquinhos, numa entrega sofrida ( me confessaria no dia em que nos conhecemos ) e indecisa. Digo-não digo, conto-não conto. Até que se quebrou o encanto. Quando a Menina da Ilha me apresentou Aeronauta no lançamento dos livros de Maria e Nilson, tomei um choque. Nos abraçamos longamente, como duas pessoas que não se viam há tempo. Não nos víamos há todos os tempos. Como ver alguem como Aeronauta, a que habita as nuvens e solta textos belíssimos sobre nós, os mortais, os com-nomes, os com-rostos?
Agora tudo muda. Não sei se pra melhor ou pior, só sei que de agora por diante, qualquer que seja o texto escrito por ****** *****, a de dois nomes próprios, a que carrega um nome que gosta e outro que lembra a inimiga da própria mãe, este texto terá o rosto que vi, quase acuada de medo, tremendo, tentando se esconder numa estante de livros, se mudando das nuvens para as letras, lugares mais do que prováveis de ser encontrada. Seria esta a forma de continuar oculta? Duvido. Mais dia, menos dia, as duas se encontrarão por definitivo e juntarão o que cada uma pode ser.
Sempre gostei muito dos textos escritos por Aeronauta. Ela é um dos meus ídolos das letras. Vai continuar sendo. A diferença agora é que ela vai ter de se acostumar com o fato de que gostei muito da outra tambem.
gravura: mulher ao espelho, de picasso

Sobre cada um



Me avisou que ia pro lançamento dos livros de Maria e Nilson. Eu também fui. Finalmente a conheci. Janaina é uma menina. Doce, doce, doce. É muito diferente do que imaginava e não me lembrava mais de uma foto que vimos por aqui nos blogues. Simpática, se apresentou e no mesmo instante, estava intima de mim e Vera. Dispensou a família pra ficar mais um pouco com a gente. Elegante pra caramba, exatamente por ser extremamente simples, nem parece a diva que é. Tem um sotaque encantador, misturando Bahia, Rio e as Alagoas. Jana é um dos meus ídolos da escrita. Leio seus textos com um interesse incomum. Gosto muito do jeito dela escrever. Suas cartas de tarô tem sido minhas guias, suas viagens, minhas viagens, o nome do seu filho Bernardo, nosso traço de união.

Jana nos encantou. Vamos fazer de um tudo para nos encontrarmos mais, ou aqui ou lá em Maceiócio. Jana é mais uma e-amiga que encarnou, e desta vez foi como num truque, num de seus mágicos truques em que acreditamos todos.
foto de janaina captada de seu blogue acreditando no truque.

xeudizer:

anotações livres, leves, soltas