quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Sinos


Me dei conta de um fato que julgava indiscutível: ouvi hoje cedo, de passagem, o sino da igreja do Bonfim de Nilo. Mais tarde, já em Valença, ouvi o sino de lá. O som do de Nilo é que é o verdadeiro. Os outros não chegam nem perto da verdade. Ouvi sinos em vários lugares. Quando estive na Itália, pensei que ouviria lá, pela proximidade com a Igreja, o som verdadeiro. Nem lá. Ouvi taquara rachada, som agudo demais, grave como poucos, blim-blim, blém-blém, blim-blão mas jamais ouvi som igual ao sino da igreja de Senhor do Bonfim de Nilo Peçanha. Conheço toque das horas, das meia-horas, do chamado pra missa, de acompanhar procissão, de aviso de morte. Não saberia reproduzir e nem sei passar gravação aqui pro texto, que nem os meninos fazem ( Marcus, Maria, Chorik). Se soubesse, exibiria aqui pra vocês tudinho, porque sinto assim uma certa pena de vocês não conhecerem o verdadeiro som de um sino.


foto de bernardo, da igreja do senhor do bonfim de nilo peçanha, em 07.09

9 comentários:

Marcus Gusmão disse...

Também prefiro viver num lugar em que se ouvem sinos.Um dia quem sabe. Essa igreja, ao contrário de quase todas as outrs aí do seu império, estranhamente não é azul. É cor de sino. Da próxima ela não me escapa. Mas faça a gravação e quando você vier para o lançamento dos meninos a gente baixa na hora. Coincidentemente, levei minha mãe ontem de uma casa de uma irmã na Pituba para a casa de outra irmã no largo dois de julho e quando a gente ia passando pela Piedade o sino tocou. Ela se sentiu em casa de novo. É como se o toque do sino devolvesse o interior a ela.

Luli Facciolla disse...

Eu conheçoooooo!
Passei outro dia e ouvi o sino da igreja de Nilo tocar!
Conheço toques de sino! Me lembram os sons do caminho da escola...

Beijos Beca!
Até mais tarde!

Janaina Amado disse...

A meu Deus, eu quero ouvir estes sinos, adoro sinos!

aeronauta disse...

Que bonito! Sua sensibilidade e humor são coisas preciosas demais, Bernardo. Também adoro sinos, e queria ouvir esse aí.

maria guimarães sampaio disse...

Do Chame-Chame, um dos raros esquecimentos é o toque do sino. Eu tinha horror àquele Monsenhor que me chamou de cançonetista de cabaré porque eu passeava com minha cachorrinha Nikita (aos 10 ou 11 anos de idade!). Não adiantou ele ir lá em casa pedir desculpas. Esqueci.
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Em sunpálo, vizinha ao apê de nossa tia, a Igreja de São Dimas tem um tale de sino eletrônico, coisa horrorosa - já ouviste algum?

Chorik disse...

Também fiquei com pena de mim.

Nílson disse...

Me dei conta: adoro o som de sinos. Vou prestar mais atenção aos de Brumado e Caetité!!

Edu O. disse...

Vc quase me faz ouvir daqui.

imonizpacheco disse...

O toque de sinos me traz lembranças melancólicas do interior. O toque chamando para enterro é de uma tristeza, é quase um choro compassado.
Em compensação, o toque do final das missas e procissões lembram a alegria, a ansiedade das comemorações.

xeudizer:

anotações livres, leves, soltas