terça-feira, 15 de março de 2011

Colombia, parte 2

Eu e Vera no Convento de La Popa

Vera desfilando de charrete mostrando a todos o presente do marido ( bota uma lupa aí pra ver do que eu sou capaz!)



Cartagena.
Sempre tive vontade de conhecer uma cidade sulamericana típica. Buenos Aires não valeu porque fica na europa além-oriental. Sumpaulo, no meio caminho entre Portugal e África. Agora valeu: Cartagena fica na América do Sul.

Fundada em 1500 e lá vai fumaça pelos espanhóis, foi totalmente fortificada para impedir ataques piratas. Ingleses, franceses e holandeses já andavam de olho no ouro dos mocinhos, que por sua vez já estavam subjugados pelos espanhóis. Há referencia a Francis Drake em algum lugar que eu li. O cara de lá é um tal Don Pedro Heredia, que comeu a india Catarina ( lembram alguma coisa?) e fundou a cidade. As muralhas que ainda hoje cercam a cidade velha é belísssima, está quase toda íntegra e o que há e melhor está ali entre seus paredões. Anda-se tudo de a pés ou charrete ( quem gosta de pagar mico). O casario é maravilhoso, com todas as casas ostentando balcões floridos. O policiamento é ostensivo, com duplas na paleta, de bicicleta, quadriciclo, cavalo e carro. Eu e Vera andamos na madruga sem medo. E bêbados! A cada dois ou três quarteirões há uma praça arborizada e com bares e restaurantes em volta, nos passeios. E música, muita música. Atenção: só salsa! nada de musica estrangeira, nem mesmo na lingua do tio sam. Até Shakira anda meio em baixa quando se declarou meio argentina ( não é só a gente que emperra com os hermanos). Ingrid Bettencourt, eles querem ver pelas costas quando também se declarou mais francesa que colombiana. E tome salsa! Há museus deliciosos para se ver. O unico que deu tilt foi o tale do Museo de la Inquisición. Na primeira sala, a visão da cadeira do dragão, instrumento de tortura importada para os dias contemporâneos, me fez passar mal, ir ao banheiro com náuseas e sair de lá correndo sem ver o resto. Vera me disse que foi horrível; eu passei mal porque paguei pra ver. E tome salsa e tome El Libertador Bolivar montado em seu cavalo em toda parte. Os velhos estão todos trabalhando na área de turismo. Hordas ( desculpem o termo, herança de minha antiga militancia no Partido Herodista, aqui colocado no sentido de bando de indiciplinados) de crianças fardadas entram e saem de museus a toda hora.

Até agora ninguem perguntou: e as esmeraldas? Ah!.... as esmeraldas! todas as vitrines ficaram babadas por Vera. Eu tambem, não vou negar. São simplesmente lindas. Até Iara ganhou brincos de mosquitinhos.

A unica coisa que torra um pouco é o excesso de vendedores. A gente quase não tem sossego, mas desenvolvi uma técnica: não encarar o sujeito que vem na sua direção com os badulaques na mão, e fingir que não o vê. É meio desagradável tratar uma pessoa assim, mas foi a unica linguagem que funcionou. "No, gracias" soava como "Si!... Si! " Depois vi que eles não ficavam putos comigo; alguns sorriam como se dissessem que "este cara sacou a jogada!" Pronto, daí, nos demos bem, todos. Vera não conseguia, ela não aguentava e olhava. Pronto! os caras chegavam e começava o esporte peferido dela e deles: a pechincha! O que mais me ofereceram foram os chapéus Panamá; depois descobri que é por causa de minha careca. Devia ter comprado logo um ( até por dez contos se acha) e ficava livre, ao menos desses.

A comida é deliciosae as pessoas são muito, mas muito simpáticas. Ficamos no Hotel Los Balcones de Badillo. Muito bonzinho, fica no coração da cidade murada mas não recomendo aos da minha turma: há escadas por toda parte! Do quarto pro banheiro há um degrau!!! E rolou uma muriçoca no ultimo dia, logo as pestes que estão nos fazendo mudar de casa pra apartamento.

Não, definitivamente, Cartagena não merece ter muriçoca; que se vayan todas más al sur!

3 comentários:

aeronauta disse...

Saudades daqui, de você. Estou adorando passear com você e Vera nesses seus deliciosos relatos de viagem.

Maria Muadiê disse...

Lua de mel, hein?!
Muito bom!

Moniz Fiappo disse...

Dilícia (como diria nossa prima) de relato, parece que também estamos por aí. Não sabia dessas coisas da Colômbia, mas o Notícias do Interior também é cultura.
Bjs pra voces,

xeudizer:

anotações livres, leves, soltas