terça-feira, 28 de setembro de 2010

Paris


Não me joguem pedras pela possível heresia: Paris é um mangue! quem mandou ir lá depois de passar por Londres? claro que ninguem passa por lá sem gostar, mas é um mangue. A cidade vive em função do turismo, ao contrário da outra que não permite que o turismo interfira em sua vida. Onde se vai, tem gente saindo pelo ladrão. Camelôs, golpistas e placas de "Cuidado: batedores de carteiras". Todo mundo com a mão na bunda conferindo a carteira. Trânsito insuportável, motoristas loucos, filas intermináveis. Ah, e tudo pago: museu, galeria, monumento. E caro. Nem Montmartre me encantou com suas multidões rolando escada abaixo. Nem a tale da Torre me emocionou. As mulheres adoraram Paris, os Champs Elysées e os Boulevards Saint Germain e Michel; pra quem gosta de muvuca, prato cheio.

Mas o rio Sena, as árvores no outono, o vento frio, os cafés e chocolates quentes... entendi porque a prima Maria escolheu morar para sempre ali, naquele rio. Paris é o rio Sena. E o Marais. E o Musée d´Orsay ( havia uma exposição de van Gogh* e Gauguin, que pagou minha passagem ).

Voltando a Paris- e quero!- programa seguinte: sentar no Cais Voltaire, xícaras de chocolate chaud na mesa e umas livrarias e antiquarios para visitar. Só.

* Conheci pessoalmente o Dr. Gachet, a filha do Dr. Gachet, Vincent por ele mesmo, A Arlesiana, La méridienne ( o casal dormindo num monte de feno), a Igreja d'Auvers-sur-Oise, Noite estrelada...

foto de vera, na margem do rio sena. setembro de 2010

11 comentários:

Gerana Damulakis disse...

Não vou jogar pedras. Adorei o texto.

Chorik disse...

Americana então, nem pensar...

aeronauta disse...

Ah, Paris...
Saudades eternas.

Moniz Fiappo disse...

Paris... nem tudo são flores, mas sempre vale a pena. Seus museus, seus cafés, seu metrô que lhe leva de um lado a outro da cidade sem demora, sem dificuldades. E suas livrarias...
Vale, sempre vale a pena.

Marcus Gusmão disse...

Maria sabia das coisas. Sena e Subaé. Nada como um rio nas margens da cidade desejada para tomar um chocolate ou passar uma eternidade.

Edu O. disse...

Nem acredito, vc é o mais perfeito companheiro de viagem. Eu odiei Paris!!! Agora posso gritar pra todo mundo, não estou só no mundo!!!! E olhe que conheci antes de Londres, mas mesmo assim odiei. Só volto la se for pago.

Maria Judith. disse...

Metido!
Paris é a melhor cidade (grande) do mundo, porque parece pequena. Em cada esquina um encanto, um café e uma estação de metro e um ponto de ônibus.
E algo mais: Não tem barraquinhas na frente da paisagem.
Aposto que Verinha amou!

Seu rabugento!!

Da próxima vez vá em abril ou início de maio.

Bernardo Guimarães disse...

Maria Judith:
não sou obrigado gostar daquela cidade chamada Paris. Não gostei, ponto. E tem mais: da unica coisa que realmente gostei, a margem do Sena está ENTUPIDA de barraquinhas ( horrorosas) de livros velhos e pinturas para turistas...

Nilson disse...

O d'Orsay foi tb o que mais gostei em Paris. O velho e querido Vincent Van! E tb não me empolguei demais com a cidade. Só um pouquinho!

Anônimo disse...

Realmente não imaginava encontrar tanta gente e para piorar gente feia e fedida andando em todos os lados da cidade! voltar a Paris? Somente se for obrigada e com tudo pago! A Champs Elysee e todos os monumentos insuportavelmente cheios, parecem a rua 25 de março em são paulo na época do natal! Porque ninguem me alertou que era desse jeito??? Se voce não gostar de multidões não venha a Paris!

Rui Andrade disse...

Fui a Paris agora no outono. O frio não me incomodou, mas as escadas...como tem escadas: para qualquer banheiro público se sobe ou se desce escadas, para o metrô se sobe e se desce escadas várias vezes, no hotel para o café da manhã: mais escadas. Sem contar os milhares de turistas asiáticos mal-educados e que andam em bandos. E o metrô sempre lotado e com um povo bem fedido. O museu da moda (esqueci o nome em francês)foi uma decepção: só tinha uma exposição pequena de um estilista famoso e nenhum acervo permanente. Fui 2 dias à Londres e gostei mais. Paris, só volto se me pagarem.

xeudizer:

anotações livres, leves, soltas