O texto que teimou em não sair!
Depois que aprendi o caminho pras nuvens, não me arrisco a descer; lá embaixo tá russo! Marcus, ameaçado, se vê na possibilidade de jamais voltar ao Morro, o que é um castigo e tanto. Judith, desesperada, noivou-se sozinha; comprou uma aliança e o noivo, de tão longe, nem pode se defender. Maria se recusa a ler qualquer coisa além de jornal e se queda nos dengos de Juliana; Luli ameaça mudar tudo na vida e isso pode ser perigoso; João foi reeleito; Miro está congelando em Berlin, com Gordon doentinho e deixando-o isolado do mundo; Aeronauta leu meu livro, gostou, fez uma resenha belissima e pede um exemplar pra gente importante ler, um escritor de verdade; Marcus berra de um lado: -quero o meu!, Janaina, a sem-livro, ameaça não falar mais comigo se não receber o dela, lá nas Alagoas ou nas Paraibas; Renata deixa Vestígios que tambem quer o seu; a Menina da Ilha, se a gente não agradar, dá porrada! e eu não sei como atender este povo todo. Vou passar a bola pra Judith resolver - se ela já tiver resolvido o imbroglio noivístico com o galego lá dela; Sei não...acho que vou-me embora pra Pasárgada.
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ido, mas não tinha intimidade suficiente para ir ao velório. Além do mais continuo achando esquisito, médico comparecer a velório; fica parecendo que foi conferir seu erro, mesmo não sendo. No mínimo todos pedem para medir a pressão. Não escapei. Fui pego pelo braço, na rua, chamado às pressas: o defunto estava respirando! "Podia ser pior", pensei, já que respirando é que não deve estar mesmo! Na dúvida, não levei o tensiômetro. Velório do interior: fora, os amigos bebiam o morto descaradamente, em homenagem ao biriteiro que partia. Dentro, a família louca para me ouvir dizer que, realmente, o morto estava vivo.