terça-feira, 28 de outubro de 2008

Vou voltar?

O texto que teimou em não sair!
Depois que aprendi o caminho pras nuvens, não me arrisco a descer; lá embaixo tá russo! Marcus, ameaçado, se vê na possibilidade de jamais voltar ao Morro, o que é um castigo e tanto. Judith, desesperada, noivou-se sozinha; comprou uma aliança e o noivo, de tão longe, nem pode se defender. Maria se recusa a ler qualquer coisa além de jornal e se queda nos dengos de Juliana; Luli ameaça mudar tudo na vida e isso pode ser perigoso; João foi reeleito; Miro está congelando em Berlin, com Gordon doentinho e deixando-o isolado do mundo; Aeronauta leu meu livro, gostou, fez uma resenha belissima e pede um exemplar pra gente importante ler, um escritor de verdade; Marcus berra de um lado: -quero o meu!, Janaina, a sem-livro, ameaça não falar mais comigo se não receber o dela, lá nas Alagoas ou nas Paraibas; Renata deixa Vestígios que tambem quer o seu; a Menina da Ilha, se a gente não agradar, dá porrada! e eu não sei como atender este povo todo. Vou passar a bola pra Judith resolver - se ela já tiver resolvido o imbroglio noivístico com o galego lá dela; Sei não...acho que vou-me embora pra Pasárgada.
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sábado, 25 de outubro de 2008

Nas nuvens

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Hoje não consigo escrever nada.

Quem quiser ler alguma coisa minha, visite o blog da Aeronauta.

Estou besta.

Hoje quem está nas nuvens sou eu.
foto: dudu mazzocato
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sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Frases perfeitas II

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Meu irmão Eduardo em lua-de-mel em Salvador, passa as duas primeiras noites de núpcias no sítio de Mena, na Estrada Velha do Eroporto. No terceiro dia, vai à cidade visitar meu avô Chimbo. Apresenta a nova esposa. Vô Chimbo pede à Diva que "leve a menina à cozinha para lhe servir uma merenda". Tão logo ficam sozinhos, vem a pergunta, cortante:
- "Já tem amante?"
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Vô Chimbo, lembrado hoje no blogue de Maria.
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Cão baldio *

* sugestão de Nelson Magalhães.

Zulu está de volta. A rede de informações funcionou. Ironicamente quem o localizou foi quem menos queria que o traste voltasse: meu compadre Raul. Me acordou às 6:30 aos berros:

-"o demônio está no Posto de gasolina!"

Demorei uns quinze segundos para concatener as idéias, defenestrar o mau humor e engolir o desejo de retrucar quem era o "demônio". Depois me lembrei que vou almoçar com ele e achei melhor não dizer nada; meu compadre adora envenenar um desafeto.

Acordei Zé, voamos de carro e só quando avistei o meliante me dei conta que estava de cueca mais uma vez! está se tornando um hábito enfrentar problema de cueca. Zulu estava em companhia de um tipo, um cachorrinho destamanhinho mas com uma cara de quem conhece as coisas. Deu pra ver quem era o chefe. Acompanhava-os uma cadelinha digamos, simpática. O cachimbo estava inchado mas uma cara de satisfeitíssima e percebi logo o motivo da fuga em massa. Ela é quase uma Jessica Rabitt canina. Ponto para os meninos. Desfeito o triangulo, caminho de casa. Antes, passamos na delegacia onde o fugitivo foi devidamente identificado e registrado o BO. Depois, um banho, comidinha ( deve estar farto de lixo), um esporro e cama!

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Nana


Nana disse...
Incrível pai. O ciclo da vida surpreende. Enquanto uns se vão, levando consigo tristezas e saudades...outros chegam repletos de sonhos e alegrias. Gostei do encaminhamento temporal da história, ficou dez!!saudades...

ps.o resultado do colégio saiu. Sua caçulinha tá de 2º grau completíssimo!
23 de Outubro de 2008 16:04



Minha filhota caçulinha, me faz duas surpresas: comenta com muita personalidade o meu texto e me dá a boa notícia de que está prontinha para o vestibular. O que teremos aqui, uma médica ou escritora?
Parabéns filha, e obrigado pelo comentário.
eu e nana, foto de vera

O fugitivo

PROCURA-SE

Nome: ZULU
Raça: ROTWEILLER
Idade: 1 ANO E SETE MESES,
Desapareceu de sua residência desde segunda feira, cão acima identificado. Foi visto pela ultima vez na casa de meu compadre Raul, onde matou um galo, uma galinha, seis pintinhos, deixou à beira da morte seu desafeto Timão, um Street Dog que meu compadre insiste em chamar de "policial" e ainda tomou a namorada de Doc, um Little Steet Dog baixinho e simpático. Zulu deu-le umas xapuletadas, também. A secretária do lar chamou a polícia mas o meliante evadiu-se do local, fugindo pelas sombras. Informações dão conta que se iniciou uma busca como nunca dantes se viu em Ituberá: eu de carro e Zé de bicicleta. Nem sombra. Meu compadre ficou muito puto, nem sei porque tanto, afinal sobrou um pintinho e dá pra começar uma criação com um pintinho. O "policial" na verdade, recebeu o que merecia: andava atacando as gentes que passam pela rua; Já o Doc, este não merecia nem ser corno. De todo modo, mandei anunciar na rádio uma recompensa para quem o localizar. O cão, apesar de meio louco -não suporta criança, odeia negros, não reconhece Vera sempre que chega de viagem, é meu cão e gosto dele.
Quem avistar, favor ligar para mim.
E PAREM DE ACHAR QUE TUDO QUE ESCREVO É MENTIRA! QUERO MEU CACHORRO!!!

foto de bernardo: zulu

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Interiores


Vida de médico no interior me proporciona o inusitado. Hoje morreu um conhecCor do textoido, mas não tinha intimidade suficiente para ir ao velório. Além do mais continuo achando esquisito, médico comparecer a velório; fica parecendo que foi conferir seu erro, mesmo não sendo. No mínimo todos pedem para medir a pressão. Não escapei. Fui pego pelo braço, na rua, chamado às pressas: o defunto estava respirando! "Podia ser pior", pensei, já que respirando é que não deve estar mesmo! Na dúvida, não levei o tensiômetro. Velório do interior: fora, os amigos bebiam o morto descaradamente, em homenagem ao biriteiro que partia. Dentro, a família louca para me ouvir dizer que, realmente, o morto estava vivo.
- Tá saindo umas bolhinhas pelo nariz, pocando assim: poc...poc...Ajeitei os óculos e conferi: saía, de fato, umas bolhinhas tipo de sabão, do nariz do defunto.
Quem tem sangue fraco, interrompa aqui a leitura.
Havia secreção nasal, que os gases internos, já produzidos em profusão, transformavam em bolhas. poc...poc. Explicação científica dada, uma pelota de algodão em cada narina e, missão cumprida.
Parece mentira de contista, mas tenho dezenas de testemunhas: fui novamente agarrado pelo braço, na porta, por um rapaz desesperado:
-Doutor, minha mulher está parindo! Seis casas depois de uma morte, uma vida chegando. Cheguei a tempo de avistar a jovem de 17 anos, pernas abertas, cara de pavor e uma cabeça pra fora. No instinto segurei a cabeça e ela rodou. Duas manobras e o menino já estava sobre a barriga da mãe. Feliz e aliviada, ela nem sentiu quando tirei a placenta. Deus protege os inocentes: primeiro filho, um casebre de tábuas, sobre uma cama, uma unica lâmpada para toda a casa e um médico na porta. O garoto chorou bonito e a menina não teve uma rotura sequer! Gente pra ver o caco, na porta, metade vinda do velório, esperando o resultado. Quando ouviram o choro, pipocaram a aplaudir. Do Posto de Saude mandei vir o estojo de curativos e terminamos os procedimentos. Na saída ainda tomei uma, com o pai todo orgulhoso. Entrando no carro, recebi o pagamento pela voz trêmula de Leidiane, saindo pela fresta da parede:
-Deus lhe abençoe. Dia ganho.
quadro: lição de anatomia, de rembrandt

xeudizer:

anotações livres, leves, soltas