quarta-feira, 16 de setembro de 2009
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Elizabeth
Ando de saco cheio de uma tal Elizabeth. Feia e chata. Nada contra as feias, mas contra chatos, contra Elizabeth. Ultimamente tenho me encontrado bastante com a dita cuja, que mal me responde os cumprimentos que insisto em dar, claro, afinal sou uma pessoa fina.
Anteontem Elizabeth se bateu comigo e virou a cara. Foi a gota d'água. Aquele gesto deve ser interpretado como o rompimento definitivo. Adeus, Elizabeth. Horas depois soube que a Elizabeth ( ela pronuncia como em inglês de booth, bath, youth, a cretina )me deu uma esculhambada com pessoas do meu circulo de trabalho. Eu não disse nada porque sou finíssimo mas fiquei puto. Nem 10 minutos depois fui dar uma mijadinha e quando levantei a tampa da privada ( lembram que sou fino?) me deparei com a marca da latrina. Não resisti a uma foto. Agora é torcer para Elizabeth ler meu blogue, o que acho pouco provável, mas o importante é que emoções eu já vivi...
PS.: quem estiver mal das vistas, clique na foto para ampliar e ler a marca.foto de elizabeth, de bernardo em 09.09.09
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Cacete Armado III
Quando botei os olhos, soube que tinha de procurar o proprietário. Bati e me atendeu um homem ainda jovem, que da porta não passou. Sandália japonesa, bermuda estampada com a barra branca. O cabelo tinha o corte Xitãozinho e meio cigarro apagado bem acomodado atrás da orelha. Ficou visivelmente feliz quando demonstrei gostar da pintura da fachada.
-"Eu mesmo pintei; a navalha, os pentes e a tesoura, pintei olhando. O arvoredo, tirei da memória, de meus cadernos de escola".
-" Fiquei pensando em como surgiu o nome..."
-" Filhinho do papai? tem nome mais bonito?"
-" E o movimento? beira de estrada..."
-"Melhorou muito depois que virou buteco".
E eu pensando que seria uma história fascinante...
foto de bernardo, em 09.09.09
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Sobre cada um

Um ano convivendo com uma sombra, com uma habitante das nuvens. Sem rosto, me permitiu imaginar vários. Engraçado que a depender do texto, via um rosto da Aeronauta. Sua irmã foi soltando dicas em doses homeopáticas. Ela própria, sem querer ( seria? ), foi se entregando aos pouquinhos, numa entrega sofrida ( me confessaria no dia em que nos conhecemos ) e indecisa. Digo-não digo, conto-não conto. Até que se quebrou o encanto. Quando a Menina da Ilha me apresentou Aeronauta no lançamento dos livros de Maria e Nilson, tomei um choque. Nos abraçamos longamente, como duas pessoas que não se viam há tempo. Não nos víamos há todos os tempos. Como ver alguem como Aeronauta, a que habita as nuvens e solta textos belíssimos sobre nós, os mortais, os com-nomes, os com-rostos?
Agora tudo muda. Não sei se pra melhor ou pior, só sei que de agora por diante, qualquer que seja o texto escrito por ****** *****, a de dois nomes próprios, a que carrega um nome que gosta e outro que lembra a inimiga da própria mãe, este texto terá o rosto que vi, quase acuada de medo, tremendo, tentando se esconder numa estante de livros, se mudando das nuvens para as letras, lugares mais do que prováveis de ser encontrada. Seria esta a forma de continuar oculta? Duvido. Mais dia, menos dia, as duas se encontrarão por definitivo e juntarão o que cada uma pode ser.
Sempre gostei muito dos textos escritos por Aeronauta. Ela é um dos meus ídolos das letras. Vai continuar sendo. A diferença agora é que ela vai ter de se acostumar com o fato de que gostei muito da outra tambem.
gravura: mulher ao espelho, de picasso
Sobre cada um
Sobre Janaina Amado.
Me avisou que ia pro lançamento dos livros de Maria e Nilson. Eu também fui. Finalmente a conheci. Janaina é uma menina. Doce, doce, doce. É muito diferente do que imaginava e não me lembrava mais de uma foto que vimos por aqui nos blogues. Simpática, se apresentou e no mesmo instante, estava intima de mim e Vera. Dispensou a família pra ficar mais um pouco com a gente. Elegante pra caramba, exatamente por ser extremamente simples, nem parece a diva que é. Tem um sotaque encantador, misturando Bahia, Rio e as Alagoas. Jana é um dos meus ídolos da escrita. Leio seus textos com um interesse incomum. Gosto muito do jeito dela escrever. Suas cartas de tarô tem sido minhas guias, suas viagens, minhas viagens, o nome do seu filho Bernardo, nosso traço de união.
Jana nos encantou. Vamos fazer de um tudo para nos encontrarmos mais, ou aqui ou lá em Maceiócio. Jana é mais uma e-amiga que encarnou, e desta vez foi como num truque, num de seus mágicos truques em que acreditamos todos.
foto de janaina captada de seu blogue acreditando no truque.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Eu fui, 2º Ato

A Chegada:
A pirâmide do Rio Vermelho é o máximo. Manobrista na porta, sumiu com meu caminhão, celular/máquina fotográfica dentro. Na porta, D.Clara, beijos, abraços, menino-nunca-mais-te-vi, um monte de gente na fila. De longe, Nilson e Maria excitadíssimos. Marcus me recebe de braços arreganhados, dentes idem. Menina da Ilha me atocalhou, vem ver uma pessoa, era Aeronauta. Finalmente. O encontro, descrevo depois, agora é uma geral. Vera chegou, papo aqui e acolá. Os livros reservados, devidamente separados e já autografados. Eu achei bárbara a idéia, aliviou os autores, a fila, todo mundo. Meus livros, com dedicatórias especiais e ainda ganhei de lambuja um bilhetinho preso na contracapa, da outra prima famosa Renata Belmonte. Fez falta. Ela e Martha. E Miro e Chorik, e Lulli e todos os outros e-amigos. Revi e papeei longamente com a incrível e sempre zen, Ivonete. Foi um barato reencontrar Juliana e André. Guadalupe, linda. E Charlô, parece que dorme no formol: idêntico a 30 anos atrás! Cadê Janaina? cadê Janaina? Conheci Jana, também escrevo depois. O clima estava sensacional, com pessoas bacanas -vi umas duas chatas mas estas não ficaram para a pizza nem baixaram o astral que ficou lá no alto até o cisco. A pizza, compartilhada com as simpaticíssimas Emília e Soraya. Que beleza de pessoas, papo ótimo, humor no ponto! Nota dez para a festa. Disse isso a Marcus, que recusava qualquer insinuação à sua responsabilidade no brilhantismo do evento. Tudo bem, acho mesmo que Maria e Nilson tem brilho, muito brilho pra segurar uma festa daquelas sozinhos mas você, Marcus, me parece o abajur que fica entre o par de jarros no aparador da festa.
foto da livraria tomdosaber: vsvmagazine.com.br
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Eu fui !

A ida:
Me despenquei pelas estradas, fui parado por um guardinha rodoviário que queria prender meu carro porque ainda não paguei o IPVA/09 ( ora, e se eu quiser pagar com multa, posso não? o ano não acaba em dezembro?) mas o que resolveu mesmo foi a carteirada de médico, é infalível! Me liberou com aquele esporrinho mal treinado e não se aguentando mais, perguntou onde eu clinicava.
-"às suas ordens seu guarda!"
- "qual a especialidade do senhor? de repente, posso precisar do doutor..." ( primeiro, tenta conseguir, depois vê onde pode encaixar um atendimento pra ele, o filho, a madame, a mãezinha...).
- "Sou Legista", respondi sem pensar. Liberado sem mais perguntas. Ainda deu pra ouvir o mantra:
- " Deus é mais, Deus é mais, Deus é mais..."
foto da web: www,horapopular.com.br
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