segunda-feira, 2 de março de 2009

Triskaidekaphobia


Descobri num desses sitios inúteis que o palavrão do título significa "medo da sexta feira, 13" em inglês. Adorei o título pomposo de quem não gosta da data de meu nascimento; isso mesmo, nasci numa sexta feira, 13 de março de 1953 e neste ano a data volta completa. Há quem não goste de seus aniversários. Problema. Eu gosto e muito. Desde pequeno, Março é pra mim o mês do centro do calendário, em torno do qual gravitam ou outros meses, todos sem importância. E Peixes é o signo mais importante do zodíaco, em torno do qual...
Sexta feira, 13 de Março, Peixes. Sou uma pessoa de muita sorte por ter uma data assim, para sempre. Quando me perguntam a data de aniversário, falo tudinho que acabei de escrever.
Como se não me bastasse, em 1991 minha filha Nana nasceu neste mesmo dia. Aí eu fiquei insuportável e vi aumentar o prazer de ser desta data. Joãozinho, meu amigo de infância ( quem tem a paciência de ler este blogue de vez em quando, sabe que se trata daquele que me apresentou a Papai Noel- e um dia aprendo a fazer o linque dos textos) teve sua filha mais velha, Renata, nesta data. A outra Renata, a Belmonte, também nasceu em 13 de Março. Ponto pra nós. Só meu compadre Raul, ao perceber que Téo, seu rebento nº 4 iria engrossar a fila, amarrou as pernas de Claudinha e fofou-lhe até a meia-noite pra impedir. Nasceu 14 mas vou lhe contar a falseta do pai, quando crescer. Teremos um de 14 com espírito de 13.
Agora só estamos no aguardo dos políticos decretarem o dia feriado: nesta data morreu Irmã Dulce. Ela merece o feriado. Escrevam pra seus deputados ( vcs tem um?) implorando. Eu, Renata, Renata, Nana, Téo, Nadja, Zé do Caixão, Stevie Wonder, Margaret Thatcher e outros menos cotados agradeceremos passar a data de boreste, achando que é o feriado mais importante do ano.
foto da rede

domingo, 1 de março de 2009

O fiofó de Maria




Primaria e a quem mais interesse:

Quando tudo está mangueado, fala-se do cu-de-mãe-joana. Não é o caso. Tratamos aqui do fiofó de Maria. Preocupadíssima com o comparecimento ao lançamento do Vestígios de Renata, a prima, que já se aprontou antes da data, tomou prumo e de tanto as gentes lhe lembrarem, está de roupa, xaile, bolsa e bengala a postos. Alguem tem apenas que segurar, antes que ela vá a algum lugar achando que já está indo. Combinou comigo e Miro para lhe darmos os braços. Daí veio a preocupação? se estará de braços dados com os dois, onde enfiaria a bengala? Então, desesperadamente, eloquentemente e preventivamente, avisa: "só não me mandem enfiar no fiofó". Claro, prima, todos nós nos preocupamos com seus fundilhos, ninguém vai maltratá-lo. Passe a bengala pra Miro, que tem porte pra isso. Pra manter o equilibrio, providenciei uma também pra mim. Será um trio maravilhoso: uma doidia de braços dados com dois primos, um estrangeiro e outro da gema, um Paternostro e um Guimarães, apoiados em bengalas especiais. A minha, mando a foto para que todos a vejam. Trata-se de uma autêntica, que pertenceu ao Barão de Serinhaém, cuja ponteira é uma bota de prata, pronta pra chutar a bunda de quem mandar minha prima enfiar alguma coisa no fiofó.
Temos dito. Eu e Miro garantimos.

foto de bernardo

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Vestígios de um livro



Renata Belmonte disse...
Amigo,Vc que é o organizador do lançamento do Vestígios poderia me ajudar a avisar pro pessoal que a data mudou para 17 de março?Bjs
26 de Fevereiro de 2009 13:03
Agora que fui promovido a promoter, aviso aos navegantes da rede o que Renata Belmonte me pede acima, comentando em minha postagem. Minha maior preocupação é com Maria Sampaio. Ela já se emperiquitou toda pra este lançamento em 16 de fevereiro! Peço a todos amigos que enviem um torpedo à Maria comunicando a mudança de data: 17 de março! Segundo consta, mesmo horário e local, a pirâmide do Rio Vermelho.
Continuo achando que devíamos todos ir à fantasia...
foto do blogue de renata belmonte

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Interiores II


O Soçaite: o vermelho foi sugestão de Luana, com fotos de Paris no início do séc. XX; a cor não permite permanencias prolongadas; ótimo para alívios rápidos.


O Privativo: forrado em madeira; notem mancha na parede ao lado do espelho: sinal de tentativa de invasão de cupins, prontamente aniquilados; a mancha foi deixada pra sempre me lembrar a idiotice de revestir o banheiro com madeira.

Acho que todo mundo tem um lugar preferido de suas casas. Vera se amarra em cozinha, e nem é por gosto de cozinhar, e ela gosta, mas diz que é onde todo mundo vai quando quer tomar umas biritas e é bom ficar ali mexendo nas panelas, furando papo com os amigos e bebericando umas cervejinhas. Fizemos uma cozinha bacaninha aqui em casa de Ituberá, toda de vidro com os matos quase entrando, e telha avant. Cozinha não é meu lugar preferido numa casa. Banheiro. Este é o lugar. Já confessei em postagem anterior minha dificuldade de frequentar banheiros alheios, principalmente se públicos. No recesso do meu lar, botei pra quebrar. Quando comprei a casa, quase abandonada, só tinha um banheiro, o chamado social, aquele que todo mundo tem passe livre e quando chega a sua vez, sempre aparece quem pergunte se "tem alguem aê". Dei uma guaribada no Soçaite e fiz um só pra mim: o Privativo. Neste, ninguem se atreve a fazer a malfadada pergunta, nem dou ousadia. Tudo que tinha direito, botei ali: chuveiro quente ( tomo banho quente até quando chego de praia), pia enorme, espelho maior ainda, muita luz, porta revista ao alcance da mão, banheira e um jardim só pra ter o prazer de dizer que faço o nº 2 de janela aberta. O outro, o Soçaite, foi promovido a lavabo. Nunca entendi a diferença e sempre achei que é onde se deve fazer apenas o nº 1. Onde encontro um, só faço isso. Acho que é porque sempre fica perto da sala e depois da descarga, xixi não fede. Cocô tem alma e demora a desencarnar. Adicionei uma foto de cada um banheiro de minha casa para que, quando os senhores ( viu Marcus?) resolverem me visitar, nem precisem perguntar onde ficam.
Em tempo: no quarto dos meninos ( sempre vamos chamá-los assim?) fiz um também mas este é sem gracinha, comunzinho, assim-assim. Mas já chamei Chicão pra fazer umas melhorias nele; vai ficar bala, talvez o melhor lugar da casa.

fotos de bernardo

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Muitos carnavais


Não dá pra não falar do carnaval.

Não sei falar do carnaval de hoje, porque não o frequento e não costumo falar de quem não conheço. Mas gostei muito da descrição que Marcus fez em seu blogue. Do que vejo pela TV, não gosto. É assim: paga-se pra entrar num bloco, ou num camarote. Há blocos que não vão pra rua porque não lhe pagam ( os governos, que anunciam quanto vão gastar). Tudo acontece em volta dos $$. À frente dos blocos, balões enormes propagandeiam alguma empresa. Na frente do trio, telões anunciam alguma coisa. Os camarotes avisam em placas quem lhes paga para existir. É "a força da grana que ergue e destrói coisas belas".

Não gosto de saudosismos e acho chato quem fica bradando que "no meu tempo era melhor". No meu tempo, foi melhor pra mim! nunca paguei porra nenhuma pra sair atrás de um trio e não custava nada botar cadeira na calçada, o primórdio dos camarotes. Meu abadá se chamava mortalha e custava uma merreca comprar tres metros de um tecido fubega na Feira dos Tecidos. Minha tia costurava o buraco pra enfiar a cabeça.

Ah, minto, a birita, a gente tinha de pagar, porque a que a gente levava de casa, consumia em meia hora. E o Cheirinho da Loló? Mena e Maria faziam litros em casa, com a vaquinha dos pipocas.

Outra diferença relevante é que, como éramos todos bem jovens, podíamos aguentar o tranco de começar a pular desde as oito da manhã. O pessoal de agora é mais sabido: só brinca de noite pra não sentir calor.
foto do poeta: www.simmm.gov.ba

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

A volta do Japa


O japa mais baiano de sampaulo está de volta! Alvíssaras! Bons sinais de que a deprê tá indo pras cucuias, o bronzeado deve ser retocado, o novo trampo está nas beiras, os meninos estão bem , dona Zezé talí do lado e nossa saudade vai ser abatida a risos!
foto de celso do blogue do chorik

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Para Miro


Pronto! agora eu vi merda subir de preço! parece que resolveram me nomear mestre de cerimônias da festa da Senhorita B. Primeiro foi a Menina que vem da Ilha e agora seu Miro dá um piti me acusando de não tê-los convidado. Apontaram a metralhadora na direção errada. Eu sou tão conviva quanto vocês todos. Só propus a fantasia para garantir a ida dos anônimos, mas Renata já mandou torpedos nos blogues chamando tout le monde.

E parece que a piração se manisfetou lá pros lados de Sampa. Maria já estava toda arrumada pra ir dia 16 AGORA, de fevereiro, a dôidia. Marcus a salvou do mico. Parece que estou vendo: vestida de Chica da Silva, com peruca Mabel legítima, bengala com cabo de osso, Brigitte no colo, Juliana a tiracolo, desfilando na livraria procurando Vestígios de quem nem lá está. Um mês adiantada, a dôidia.

Pronto, Miro, deixe a Berlin congelada, fantasie-se de pinguim ( aproveite que não precisa mais de trema pra equilibrar no "u"), chegando na praia da Bahia, com cara de cachorro que caiu de mudança. E se a festa for do tipo "vá do jeito que está agora", sua roupitcha da foto já está da hora!
foto: miro, pelo próprio, de seu blogue "a vida como ela é"

xeudizer:

anotações livres, leves, soltas